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SARNEY - TV GLOBO E O PAU FEDORENTO
10- Escrito em novembro de 1989. O primeiro
turno da 1ª eleição presidencial após a ditadura militar de 64 havia
colocado frente dois projetos antagonicos. O país se divide em dois:
Lula x Collor. É o novo "desafio de morte". Macambira retoma sua pena,
ha tempos muda, e se põe com tudo do lado de sua classe. Retoma seus
temas habituais com toda a agressividade que lhe é possível. |
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A história que vou contar Por poucos é conhecida É brincadeira de meninos Na adolescência da vida É brincadeira pesada Termina em porrada amais foi entendida
Com base nesta brincadeira Numa festa de aniversário Sarney e Roberto Marinho Lembrando o anedotário Falaram do pau-de-bosta Nesta idéia agente aposta Vão cair muitos otários
Misturaram piada e política E a idéia foi se firmando Chamaram o Collor de Mello Ele logo foi topando Acoisa tá bem pensada Vamos preparar a moçada Que a hora tá chegando
Leitor não se apresse Você tá perguntando Que tem o pau-de-bosta Com o que Sarney tá planejando? Vou começar do ínicio Não vai ter nenhum enguiço As peças vão se juntando
Antigamente era moda Trabalhador votar em patrão Às vezes dava briga E intriga entre irmão Trabalhador contra trabalhador Escolhendo o explorador Pra lhe infincar o ferrão
Mas o mundo vai rodando Coisas aparecendo Usinas, fábricas e comércio Aos poucos vão crescendo Os trabalhadores aumentando Por salários vão lutando E devegar vão aprendendo
Em 1964 Os patrões se apavoraram Com medo dos trabalhadores Aos militares apelaram Veio o golpe militar Cassar, prender, torturar Com os protestos acabaram
A democracia foi enterrada O ódio assinado pelos patrões Não sabem viver na democracia Preferem a lei dos canhões Ganhar com arrocho salarial Abrir para multinacional Botando o povo nos grilhões
Porém a história não para Sempre anda para frente Com sangue e opressão O Brasil ficou diferente Indústria moderna e aparelhada Fez uma classe operária estudada Disciplinada e combatente
Em 1968 O protesto operário surgiu Em Osasco e Contagem Um forte grito se ouviu Metalúrgicos deram o primeiro passo Os estudantes no compasso Grito de liberdade se ouviu
O AI - 5 foi decretado A ditadura aumentou Assassinaram e mataram A classe patronal apoiou Muita gente atrás da grade Num regime de maldade O arrocho aumentou
Em 1978 Não dava pra aguentar Em São Bernardo e São Paulo Fábricas começaram a parar Dor de cabeça em patrão e general Veio a primera greve geral s ceramistas vão parar
Ceramistas de Itu Professor em seguida Depois metalúrgicos de São Paulo ( Capital ) O ABC acelera a corrida A classe operária se levantando Os grilhões vão se quebrando Com a luta aguerrida
A ditadura recuou Os trabalhadores avançando De norte a sul do país Os jornais noticiando Chegou a vez do trabalhador Tempo ruim pra explorador A liberdade vai ganhando
Anistia, liberdade partidária Constiuinte e eleições O trabalhador tomando pé E ensinando grandes liiç;ões Conhecendo seus amigos Marcando seus inimigos Empolgando multidões
Foi na luta por salários Que começou a se aprender Para acabar a exploração Tem que lutar pelo poder Correr atrás da inflação É uma luta quase em vão Que só nos faz sofrer
Os partidos que existiam Foram criados por patrões Trabalhador entrando neles Ficava sempre nos porões Não tinha voz nem vez Como ladrão no xadrez Tratando aos empurrões
Para resolver o dilema O PT foi criado Organização política Por trabalhador sustentado Veio pra lutar pelo poder Nosso problema resolver Deixar de ser explorado
O caminho foi difícil Muitos custaram a entender Como sem ser doutor Podia ter o poder? Conhecimento foi privilégio Pro pobre um sacrilégio Pretender ter o saber
No começo imperadores Depois República com marechal Veio bacharéis e generais Representantes do capital Donos de toda a riqueza Explorando a pobreza De uma forma imoral
Só que prá desenvolver Tem que ter pintores e elstricistas Torneiro e ferramenteiro Ter trabalhadores especialistas Criar Senai e universidades Desenvolver especialistas Trabalhado pros capitalistas
O conhecimento espalhou-se Em todas as categorias O PT junta todos Numa mems filosofia Lutar contra o patrão Acabar com a exploração Fazendo a soberania
No Partido do Trabalhadores O rei é a democracia Liberdade para todos Acabando a demagogia De comportamento exemplar Criou a frente Brasil Popular Nos objetivos que previa
A força dos trabalhadores Cresceu e foi aumentando Para manter o poder Os patrões foram tramando Diretas-já eles inventaram Nas indiretas eles chegaram Pra continuar enganando
Tancredo morreu O Sarney foi empossado Ficou tudo como estavaB Todo mundo foi enganado Fizeram congelamento Enganaram um momento com seu Plano Cruzado
Com esta enganação Elegeram governadores Fizeram de tudo Pra agradar os exploradores Inventaram Plano Verão Manobra de patrão Pra arrochar trabalhadores
Aqui chegou ao extremo Não tinham mais como enganar O povo revoltado Disposto a esganar Em nada acreditavam Muitas greves deflagravam Tentando se salvar
Foi neste momento Que a festa aconteceu Falando política e piada O pau-de-bosta apareceu Baseados numa brincadeira No meio da bebedeira Que a trama se deu
A piada se baseia Numa briga inventada Os meninos de uma rua Preparavam a presepada Sujavam um pau com bosta E numa briga suposta Uma pessoa era enganada
Logo se formava a roda Todos com curiosidade SBolte o pau se for homem Vamos brigar com igualdade Segure este pau por favor Puxada rápida e fedor O curioso caiu na maldade
Roberto Marinho e Sarney Da situação estão cientes Os trabalhores avançando Os riscos estão presentes Edurardo Suplicy já mostrou E corruptos já encanou Deixando todos contentes
No caso Lubeca Ficou clara a safadeza Uma calúnia infame Que nos colocou na defesa Porém tudo foi esclarecido Articulação de bandido Usando a malvadeza
Por isso surgiu a trama Temos que uma briga inventar Nosso homem é Collor de Mello E com Sarney vai brigar Vamos chamar a atenção Na briga contra a corrupição Os marajás ele vai caçar
A briga começou A expectativa foi geral A Globo deu cobertura Os corruptos vão passar mal Ninguém foi pra grade Explorou-se a ingenuidade Criando o héroi genial
Quem caiu na armadilha Não podemos criticar A tarefa de quem sab É a outros ensinar A história do pau-de-bosta Deve ficar bem posta Para não mais enganar
Devemos estar alerta O 2º turno vai pesar Pra prejudicar o PT De tudo vão inventar Dizem que o patrão vai fugir O dinheiro vão enrustir E a fome vai aumentar
Falam mal do socialismo Aproveitam da desinformação Dizem que do outro lado Impera a lei do cão Esquecem que o básico é garantido Que o supérfluo é restringido E todos têm educação
A luta de lá Não é pelo pão nem transporte Nem tampouco por moradia Querem a democracia forte Comida, moradia e educação No socialismo é tradição E todos têm lazer e esporte
Os problemas do socialismo Não é miséria nem exploração Lutam por um mundo novo Com maior participação Querem o Desarmamento Acabar com o isolamento De raça e de nação
No Brasil é diferente Falta pão e liberdade Falta trabalho e transporte Um país de barbaridade Cinco mil mortos é o espantalho Fruto de acidente no trabalho É pura calamidade
Não precisa ser doutor É só prestar atenção Fique de olho aberto Veja em quem vota o patrão São os ricos capitalistas Que apóiam os vigaristas Explorador de peão
Pra encurtar a história A memória vou refrescar Figueredo prendeu Lula Tentenado com a luta acabar Nomeou Collor prefeito Tenteando dar um jeito Da exploração continuar
Leitor não se iluda Não quero vender ilusão Espero que se esclareça E não vote em patrão Este momento é de ouro Seu voto é um tesouro Para acabar a escravidão
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