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MARMITA OU MANGUEIRÃO O DRAMA DO PEÃO DA MONARK
7-Escrito em 1982. Relata uma luta interna
dentro da fábrica de bicicletas MONARK. É um retrato fiel das condições
de vida e de trabalho de uma tipica metalúrgica de São Paulo. A ênfase
é dada na necessidade dos trabalhadores se organizarem até chegar a
Comissão de fábrica. |
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Quero com estes versos Falar com precisão Do restaurante da Monark Conhecido por Mangueirão Do relato que ouvi Na hora me comovi Com tamanha exploração
Há pouco tempo atrás Era maior a desgraça A imundice era tanta Que urubu achava graça Feijão crú, arroz empapado Pão duro de tempo passado Que o peão come na raça
Meu papel é pouco Prá relatar o ocorrido O Mangueirão ficou famoso Por fato acontecido Encontraram unha e lagartixa Até pedaços de lixa No almoço ali servido
A situação do opeário Que na Monark trabalha Não faz inveja a cachorro Nem ao ferro que se malha Ganha pouco passa apertado Prensado por todo lado Igual burro com cangalha
Na ganancia da Monark O restaurante ela arrendou Restaurante Fillip Ltda. Foi a firma que pegou Parece coincidência Porém é indecencia Na Caloi ela se instalou
O mesmo restaurante Prá Caoli e Monark fornece Parece que existe acordo Coisa que não aparece Porém fornecer lavagem Praticando ladroagem É coisa que não se esquece
Dez horas por dia É o trampo do peão Mais duas que se perde Na apertada condução O solteiro a boia prepara Ou no Mangueirão quebre a cara Para ter alimentação
Nos bares nem se fala Comida não pode comprar As coisa estão caras E subindo sem parar Sem falar no inconveniente Da maioria da gente A marmita transportar
Parece beco sem saída Esta é a primeira visão Mas se pensarmos direito Encontraremos solução Não é coisa prá huck Organizando o batuque Venceremos o patrão
Do céu só cai chuva É ditado popular Quem espera dos outros Sentado vai ficar Cada um deve dar uma parte Entrar firme no combate Prá coisa modificar
Restaurantes industriais Fillip É o intermediário do patrão Que visa só o lucro Aumentando a exploração Na Caloi é mais barato Cr$ 575,00 se paga no ato Por 30 vales de refeição
Na Monark é mais caro Cr$ 3.120,00 é o valor E o maior descaramento Sem o mínimo de pudor É mais de 3 bi de faturamento As custas do sofriment Do povo trabalhador
As despesas do patrão No imposto de renda se desconta O desconto é em dobro É por lei regulementado as despesas com refeição Não sai do lucro do patrãoB Isto tudo tá acertado
É por isso que a Wallita Fornece Comida decente Por um preço razoavel A toda a sua gente A Monark está roubando A todos está lesando Fazendo de nós indigente
Porém é chegada a hora Deste roubo acabar Só existe uma saída É o trabalhador se organizar Entender o problema Sair fora do dilema E partir prá lutar
Aumentar o grupo de fábrica Prá nossa luta avançar Enfrentar todos os problemas E com eles acabar Conseguir na fábrica a comissão Com democracia de peão Alto nós vamos falar
Minha caneta não falta tinta Para os patrões eu malhar Sou o Pedro Macambira Como peão aprendi a lutar Pelego, dedo duro e patrão Odeio mais que o cão Estou Pronto a denunciar
Este folheto foi publicado pela OPOSIÇÃO SINDICAL
METALÚRGICA e a arrecadação do dinheiro será doada ao ZÉ BICICLETA (
grupo de trabalhadores da Monark ).
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