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NÓS E OS PATRÕES - O DESAFIO DE MORTE
4- Escrito no fim de Setembro de 79. Estava-se
preparando a greve da categoria metalúrgica de São Paulo. A greve
durará 9 dias. Se caracterizou por realizar grantes passeatas,
"piquetões" de milhares de grevistas desfilando nos corredores fabris.
Foi nesta greve, que se deu o "desafio de morte": o companheiro Santo
Dias da Silva foi a martir desta luta. |
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O Brasil dos capitalistas Não tem mais solução. A crise está aumentando Indo tudo pra perdição A burguesia em desatino A pobreza sem destino Sem encontrar solução
O golpe de 64 Pôs o militar no poder Passados 15 anos Nada puderam resolver Baixaram o pau no peão Deram todo o poder ao patrão Deixando o povo a sofrer.
A natureza tem limites Não podemos desconhecer: Aos animais deu o instinto Aos homens deu o saber Do desembesto da exploração Tiramos uma boa lição: LUTAR ATÉ VENCER!
Os patrões não têm pátria A exploração e internacional Patrão contra orerário Não vamos fazer confusao Nem criar ilusão Com a burguesia nacional.
Nunca vamos esquecer Estes 15 anos de tirania Onde os salários baixaram E subiu a carestia O dia da caça tá chegando Pro caçador acabando Seu tempo de alegria
As greves de 78 Foi o início da partida Os patrões desprevinidos Vitória foi obtida Houve aumento de salários Beliscamos os milionários A coisa foi divertida
Camponeses em Pernambuco Em Minas a construção civil, No sul os bancários É greve como nunca se viu. Todo mundo em ação Lutando contra a exploração Parou até polícia civil.
Na capital operária O momento é de luta e ação Estão preparando a greve Gráfico, químicos e tecelão Metalúrgicos e aeroviários Apavoram os milionários Parando até avião.
É classe contra classe Trabalho contra exploração Os patrões têm o governo Os operários tem a população Entramos na luta de morte Porém unidos somos fortes VENCEREMOS A EXPLORAÇÃO
Quero fazer um alerta Que não é alentador Ainda vive no nosso meio Pelego, puxa-saco e traidor Que com palavras e atos Desmoralizaram os sindicatos Enganando o trabalhador
Não podemos nos enganar Com quem perdeu a esperança Não tendo confiança na classe Com os pelegos fazem aliança Da UNIDADE fazem refrão Esquecendo a traição E de lutar não têm lembrança.
Na roseira tem espinho Nada existe com perfeição Na luta tem o pelego Que vive pedindo arrego Praticando a traição
Nesta luta decisiva Com tudo vamos investir Afastaremos pelegos e adesistas A organização vai garantir. Segurar o que for conquistado Isto já diz o ditado Na LUTA SEM DESISTIR
TODA LUTA TEM FERIDOS ISTO É COISA GARANTIDA TAMBÉM É COISA CERTA QUE VITÓRIA CURA FERIDA VAMOS LUTAR COM DECISÃO SEM NENHUMA VACILAÇÃO PRA NÃO PERDER A PARTIDA!
Aqui interrompo os versos Da palavra vou prá ação Estou indo lá prá fábrica Fazer conclamação Não tenho medo de luta Confio na classe que labuta Porque tambem sou peão
Companheiros apoiem a OPOSIÇÃO METALÚRGICA DE SÃO PAULO
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