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A HISTORIA DO PELEGO CAMALEÃO
6 - Escrito em maio de 1981. Nova eleição no
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. Foi um empate que mobilizou
grandes parcelas de trabalhadores de várias outras categorias.A
oposição ganhará o 1º turno, tendo vitória exatamente dentro das
fábricas. Perderá para a máquina assistencial-burocrática no segundo. |
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A humanidade jamais esquece História de hérois e assassinos As vezes perdoa e glorifica Tiranos, ladrões e cretinos Porém nunca dá seu perdão A crimes de traição Ainda que sejam ladinos
Judas entregou cristo Num ato de traição A humanidade nunca esquece E todo ano há malhação Cacete e ferro na traidor Que nunca encontra defensor Nem obtêm o perdão
O que aqui vamos relatar É a hitória de um traidor Que deixou de ser operário Vendeu-se sem pudor Mandou operário prá trás da grade É Joaquim dos Santos Andrade O nome do delator
Vou começar a história No dia 2 de abril Do ano quente de 64 Na queda do governo civil Interviram vários atos Fazendo a lei no fuzil
Para ajudar os patrões Veio o golpe militar Com a luta operária Eles tinha que acabar Juntaram puxa-saco e delatores Nomearam os interventores Para os sindicatos controlar
Três dias depois do golpe Chega em Guarulhos um interventor Ele foi substituir José Mathias, um lutador Homem de grande respeito Sempre defendia o direito E lutava com ardor
Mathias, presidente do sindicato Um metalúrgico combatente No dia 2 de abril O DOPS lhe deixou ciente Estava decretada a intervenção E não podia deixar o salão Sem o interventor estar presente
Ainda pela manhã Chegou o interventor Não era um militar Porém um operário traidor Mathias viu o amargor da verdade Estava ali Joaquim Andrade Com cara de puta sem pudor
Mandou Mathias pra fábrica Ameaçando despedi-lo sem direito Cumpriu as ordens militares Fez o trabalho bem feito Funto com o DOPS trabalhou Dedou todos não falhou A traição foi no jeito
Joaquim organizou tudo Não teve dúvidas nem medo Reuniu uma boa pelegada E lhes ensinou o enredo Dar dentistas prá peãozada Manter a turma enganada Mantendo duro o seu dedo
Assim Joaquim Teveoutros traidores Prá manter na memória Digo o nome dos delatores CLemitres Guedes foi para S. Bernardo Dos militares era pau mandado Para dedar os lutadores
Bernadinho Testa Vai prá São Caetano Orlando MAlvezzi ficaem S. Paulo Tudo isso no mesmo ano João Vicente fica assessor Que pra dedar usa o tutano
Esta cambada de traidores Pelos militares adestrados Formavam os pelegos do estado Deixando os patrões contentados Prisão e exílio pros lutadores Foi a grande obra dos delatores Sendo por isso premiados
Na estratégia dos militares A coisa tava bem bolada Limpar os sindicatos menores No mais forte juntar a pelegada São Paulo teve a concentração Dos mestres da traição Prá sustentar barra pesada
O sindicato dos Metalúrgicos É uma grande força da nação Reúne 426 mil trabalhadores E significa grande união Só em São Paulo - Capital É uma força vital Que põe medo no patrão
Por ser uma força vital Ele é muito cobiçado Governo, partidos e políticos Querem ter ele controlado Afastar os trabalhadores Colocar enganadores Sempre é o plano traçado
Dezessete anos passaram De arrocho, miséria e traição Fizeram "milagre" com nosso sangue Contolando nossa organização Prendendo e matando lutadores Ajudados pelos traidores Aumentaram o lucro do patrão
Estamos em tempo de eleição É grande oportunidade Afastar esta equipe de interventores Que tem por chefe Joaquim Andrade Mais três anos com esta diretoria Vai ser prejuízo prá categoria Que desta equipe só viu deslealdade
Prá completar meu recado Quero lembrar um fato Sebastião de Paula Coelho Foi advogado do Sindicato Do Departemento Jurídico foi o chefão Encarregado de defender o peão Poucos sabiam que era um rato
Por ter prstado "bons serviços" Por MALUF foi premiado Ele é SECRETÁRIO DO TRABALHO E começa a ser falado Hoje é homem de confiança Acertou o passo da dança Com o governador do estado
Cito este fato real Para que ninguém esqueça Pois o pelego é Camaleão Com cara nova pode ser que apareça Muda de cor quando lhe convém A vergonha não lhe detêm Tá com MALUF na cabeça.
A CHAPA 2 DE OPOSIÇÃO SIDICAL METALÚRGICA DE SÃO
PAULO "SANTO DIAS" está sendo fiel ao princípio da AUTONOMIA SINDICAL.
O sindicato NÃO DEVE SER CONTROLADO por partidos, correntes políticas,
credo religioso, etc. O SINDICATO DEVE JUNTAR TODO TRABALHADOR,
independentemente do partido a que ele pertence, das idéias que ele
tem.
ESTOU COM A CHAPA 2
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