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A GREVE DA BARBARÁ E O CARRASCO DIAMANTINO |
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Tomei conhecimento tardio Da greve da barbará Aconteceu coisas incriveis Pela bandas de lá É hora da verdade Vou dizer sem maldade O que eu ouvi falar
Os operários da fábrica Não me deixam mentir As condições de trabalho Faz até cachorro rir Urubú pousou no banheriom Caiu duro com o cheiro Que dali pode sentir
Na fábrica a coisa é Feia Parece campo de concentração Na maioria das máquinas Não existe nenhuma proteção Se trabalha acelerado O peão passa apertado Enriquecedo o patrão
O salário da Barbará Ninguém vui mais minguado É a fábrica qua paga menos Em todo o nosso estado É multinacional francesa Explora e rouba com maleza Num regime desgraçado
Prá piorar a história Vai um pouco de veneno O engenheiro da fábrica É um maldito chileno Gosta de proibir e decretar Só falta mandar matar E ser ditador pleno
Foi no mês de maio Que a noticia chegou Uma GREVE decidida No ABC estourou Todo mundo deu atenção E vibrou de emoção Quando a vitória raiou
A noticia veio provar O FOLHETO dizia a verdade Que o aumento não sai Sem existir unidade A idéia foi correndo A todos convencendo Com muita sinceridade
A GREVE se espalhou Por toda região Saiu em todos os joranis No rádio e na televisão Mostrou a força operária Que na luta libertária Acabará a exploração
A censura federal Proibiu a divulgação Das greves vitoriosas No rádio e televisão Com recortes de jornal Diminuiu-se o mal E houve a comunicação
Sem perda de tempo A reunião foi convocada Se discutiu os problemas Com parte da moçada Muita firmeza e decisão Seriedade e ação A greve foi marcada
Vários companheiros A greve não aceitavam Pensando no tempo de casa E com medo vacilavam Este foram minoria Problemas não haveria Com a maioria avançavam
A data foi chegado E a situação esquentava O Zum-Zum era geral E a união aumentava A luta contra o patrão Prá diminuir a exploração Todo mundo almejava
No DIA 05 DE JUNHO Foi o dia combinado Logo na primeira turma Ficoi tudo parado O silêncio foi total A preocupação geral O tiro foi disparado
Neste momento decisivo Uma máquina funcionou Com medo e desconfiança Nicolau foi quem ligou A turma com muita raça Olhando com ameaça Na hora ele parou
Na chegada do chinelo Se esperava a confrontação Foi entregue uma carta Falando da situação Na carta não acreditava A todos perguntava Se tinha reclamação
Com a ação coletiva O chinelo se convenceu Pediu representantes Foi ordem que recebeu Exigiu-se prá COMISSÃO Nenhuma punição Por tudo o que aconteceu
Na sala do chinelo Começou a negociação Se fazia de tudo Pra enganar a COMISSÃO Se tinha uma garantia SÓ ASSEMBLÉIA DECIDIA Se aceitava ou não
Nesta hora aparece Os amigos do patrão Que estão acostumados A ajudar na exploração Falo do carrasco CRETINO De nome DIAMANTINO Raceado com o cão
Este triste figura Começou a ameaçar De chamar a policia Prá prender e torturar Gritava feito demente Ia dá choque em dente De quem não trabalha
Ninguém deu ouvido Às ameaças do vilão Eles não conseguiriam Abalar a união Pressão pra todo o lado Ameaçaram o Forjado Porém foi em vão
No começo da tarde A imprensa foi avisada Chegou rapidamente Entrevistando a moçada Fecharam logo o portão Não queriam declaração Daquela turma explorada
A luta continuou Com firmeza e decisão A NEGOCIAÇÃO FOI DIRETA ENTRE OPERÁRIO E PATRÃO A COMISSÃO discutia A ASSEMBLÉIA DECIDIA Sobre qualquer questão
Prá manter a união A COMISSÃO se reunia Discutia os problemas Que da luta surgia O representante da seção Analisava a situação E a todos transmitia
No segundo dia A questão continuava A proposta da ASSEMBLÉIA O patrão não concordava Fez finca-pé na questão Ficou sem solução A GREVE CONTINUAVA
08% de aumento E 04 de antecipação consertar os banheiros E fornecer alimentação Ninguém ia ser punido Nem mesmo advertido Pela paralização
Os chefes já aceitavam Aquela proposição Achavam muito boa A decisão do patrão Começava a pressionar Quem não queria aceitar Aquela situação
Nem todo chefe é vendido Como o carrasco Diamantino Vimos o grande exemplo Do MESTRE RIVELINO Reconhece quem produz Sabe como se conduz Por um bom destino
Iriam fechar a fábrica Esta foi a ameaça Por não ter concordado E ter garantido na raça Repelindo toda pressão Lutando contra a exploração E contra toda desgraça
Começou a vacilação Chefia e encarregados Ameaçaram prá valer Muitos ficaram apavorados Abalou-se a união Se isolou a seção Com todos paralizados
A COMISSÃO negociava E uma máquina foi ligada O chinelo se alegrava Pois ganhava a parada Esta quebrada a união Franquejava a COMISSÃO Com a confiança abalada
A COMISSÃO perdia força Com outra máquina ligada Continuar resistindo Era perder a jogada Aceitou-se o acordo do patrão Ficava permanente a COMISSÃO A coisa ficou acertada
Junto com o sindicato O acordo foi registrado Não passou um semana Um companherio foi dispensado Ele era da COMISSÃO Participou da negociação E de cabeça era acusado
A COMISSÃO PROTESTOU E O SINDICATO SE OMITIU chou que era justo O que o patrão decidiu Não ajudou nem orientou A luta ele abandonou Foi o que todo mundo viu
A greve da BARBARÁ Na CORNESOL começou Atingiu a matriz de Moema E no Rio de Janeiro ela parou O exemplo de firmeza e decisão Mostrou que vence o patrão que o medo acabou
Aqui deixo um alerta A batalha foi vencida Mas a guerra vai continuar Tendo inflação e custo de vida Temos que manter grande união Garantindo a COMISSÃO Com uma firmeza decidida
Não se vive só de vitórias Está é uma grande verdade Sofreu-se uma derrota Não garantindo estabilidade Porém foi uma grande lição Que se aprendeu com precisão Para toda posteridade
Devemos ter carinho Com a nossa História A GREVE deve se firmar Para sempre na memória Contar para os novatos A firmeza dos nossos atos Que garantiu a vitória
VIVA O 1º DE MAIO ! VIVA O 5º DE JUNHO ! VIVA A GREVE VITORIOSA DA BARBARÁ ! NA PRÓXIMA LUTA GARANTIR A ESTABILIDADE DA COMISSÃO !!!!!! TODO NOSSO APOIO A
OPOSIÇÃO METALÚRGICA de SÃO PAULO !!!
Observação: o nome do chinelo é Fernando S.B. Carmine
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